segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O Cartel

Manaus vive a eterna gangorra especulativa em seus postos de gasolina, o pior de tudo é que nós os consumidores, nos sentimos sós e indefesos nesta briga, não sei onde esta a ANP, o CADE e por ultimo a Câmara de Vereadores de nossa cidade, não temos nenhuma ação concreta contra a gangorra de preços praticadas nos combustíveis em nossa cidade, qualquer um sabe que se trata de cartel.
Vamos a alguns fatos que estão estampados e ninguém consegue nos dar uma explicação plausível para o assunto.
Durante anos a gasolina em Manaus foi vendida como uma variação entre R$ 2,30 a R$2,40, e no fim do ano passado, sem nenhum anuncio do governo sobre aumento, os postos sobre alegação de pagar o 13° Salario de seus funcionários, e desde o mês de dezembro o teto foi estipulado para exorbitantes R$ 2,69 e até hoje permanece por ai.
Nunca foi tocada para frente, nenhuma investigação da Câmara dos Vereadores de Manaus, em relação a este problema, não sabemos quanto custa o produto na refinaria, qual a margem de lucro dos postos, estes alegam que não da lucro ter posto de combustível em Manaus, imaginem se fosse lucrativo, todo mês abre mais um posto em algum lugar de Manaus.
Quanto ao preço do combustível saindo da refinaria, enxergo outro problema grave, a refinaria entrega combustível através de dutos para 3 distribuidoras, Shell, Texaco e BR sendo que a BR distribui para as outras duas, reparem onde esta a caixa preta da coisa, alguem já viu a descida dos preços ser iniciada por um posto BR, sabemos sim que a rede BR junto com a Shell sempre puxam o preço para cima, nota-se que uma empresa de capital mixto, que é minha e sua e de outros acionista lesa nós que somos "donos".
Os postos de gasolina são dominados por grandes redes, concentrando poder nas mãos de poucos, onde esta o poder concedente e o CADE que nada faz para combater tal prática, todo mundo sabe que a maioria dos posto de bandeira Shell, pertence a família Sabba, e eles sempre exorbitam os preços.
Por ultimo fica o apelo, nenhum empresário passa uns 10 dias ou mais vendendo a R$ 2,19 sem que esse não esteja auferindo lucro, ninguém pratica dumping geral, senão seria dumping contra si próprio, então se existe venda a R$ 2,19 e por que o combustível pode ser vendido a este preço ou um pouco mais caro, e essa variação constitui Cartel, com a palavra os poderes públicos.

Cartel é uma forma de oligopólio em que empresas legalmente independentes, geralmente atuantes do mesmo setor, promovem acordos entre si para promover o domínio de determinada oferta de produtos e/ou serviços. Uma forma muito conhecida de cartel é combinação de preços feita entre as empresas praticantes, onde o preço é manipulado minimizando as chances da concorrência leal. Isso geralmente não dura muito, por conflitos de interesses.

Temos que corrigir a Wikipedia, pois aqui em Manaus o Cartel dura muito e parece que ainda vai durar bastante.



Um comentário:

  1. É importante lembrar que no preço final a parcela dos postos+distribuidoras deveria ser de 15% do total (segundo a Petrobras: http://migre.me/9mqC ) e seria bom saber qual o preço cobrado pelas distribuidoras. Considerando que não houve aumento declarado nos preços da petrobras e alguns postos estavam vendendo gasolina a 2.30 até semana passada devido à constatação de cartel da ANP (já com sua parcela de lucro incluída), só o aumento para 2.69 já são 16% a mais.

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