Memórias de um micareteiro
Domingo 29 de novembro de 2009.
Depois de um convite muito bem intencionado de minha namorada, resolvi comprar meu ingresso para o Manaus Summer Fest, ou seja, festival de verão, mas aqui por terras barés todo mundo gosta de falar difícil e em outra língua, comecei então a minha odisseia.
Basta lembrar que, sou do rock desde 1992 quando larguei outras opções e passei a ouvir coisas da geração Seatle. Então estava indo para a segunda noite do Summer, assistir o Natiruts e o Rappa, depois esperar minha cunhada ver o show da Banda Eva.
Show do Natiruts
Pois bem, gosto do som do Natiruts, vejo em suas letras uma critica social inteligente e boas mensagens de amor e positivismo, lembrando que meu gosto por reggae acaba por ai. Tudo ia muito bem, até um sujeito acha de fumar um cigarrinho do cão na minha frente, fiquei muito puto, mas ele se sentia o cara, depois o repertório do Natiruts é mudado diante da falta de animo daquele publico, que só quer ouvir axé, então por que convidam outro tipo de atração?
Show do Rappa
Para gostar dessa banda, tem gostar um pouco de hip hop e pitadas de eletrônico, logo não é muito minha praia, mas o baixo pesado e a musica Hei Joe me contagia, fora os pisões e alguns empolgados o show foi bom e o cheiro da maconha diminui um pouco.
Restante dos Shows
Como já disse no começo, não iria assistir ao Banda Eva, pois a complexidades das letras e o tamanho exacerbado dos refrões me deixa confuso, então decidi comprar um refrigerante, detalhe não consegui, pois tinha acabado em todas as barracas/bares do evento, sem contar que andar naquela areia fofa do pier do tropical, sem conseguir comprar o que queria, era frustante, depois bateu a fome, perguntei quanto custava a pizza lá no estande da Gosto Gostoso (horroroso), e a resposta surpreendente foi R$ 5,00 a fatia, fui embora para praia me sentar com fome e com sede, la fumei passivamente uns 4 cigarros de maconha, e olha que dizem, que no porão só tem maconha, nessa festa tinha muito mais e na cara de madeira, sem contar nas mini roda de vale tudo, que se abria na praia de vez em quando, depois de algumas pisadas, gente molhada tacando água em mim e minha namorada, resolvemos dar mais uma volta e convencer minha cunhada a ir embora, e vimos a agonia das pessoas, ao ter que tomar Kaiser quente naquele evento, sendo que um segredo industrial jamais revelado sobre a Kaiser, é que ela e fabricada a partir dos restos do processo industrial do elixir paregórico, que é engarrafado e rotulado como se fosse cerveja Kaiser.
Resumo
Depois de muita confusão pra entrar, maconha passiva, pisadas e muita areia, falta de bebida gelada e ausência de refrigerante, cheguei a conclusão de que, não nasci para estes tipos de eventos, me chame pra ouvir pagode, mas não me chame pra micaretas e coisas parecidas, posso até parecer velho e antipático, mas sofrer na balada como eu sofri, não é recomendável.
Ps: a única coisa que salvou a noite, foi a presença de minha namorada ao meu lado, que é ótima mesmo em circunstâncias ruins.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
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Claudio,pelo menos vc é um romântico!
ResponderExcluir[]´s
Rafaela
Cláudio, você é um sobrevivente! E um romântico, porque só muito amor pra suportar um negócio desses.
ResponderExcluirna verdade o que salvou mesmo a noite foi o show do natiruts que a gente tanto gosta(sem maconha é claro) e as nossas dedicatórias da areia!!!!
ResponderExcluirnão quero fazer propaganda aqui não, mas tem coisas que precisam ser ditas....meu namorado é foda!